Matéria da edição Nº125 - Julho/2001
Texto: Pedro Luiz Scopino
Serviço especializado
A importância da regulagem do ponto de ignição.
A regulagem incorreta do ponto de ignição pode acarretar perda de desempenho do motor.

A importância da regulagem do ponto de ignição

A regulagem incorreta do ponto de ignição pode acarretar perda de desempenho do motor (ponto atrasado) ou
dificuldade de partida e detonações (ponto adiantado). Vamos conhecer alguns segredos para a correta
regulagem do ponto de ignição, utilizando como exemplo um VW Golf com ignição dinâmica

Ilustração:É comum verificarmos a existência de reparadores automotivos que desconhecem a importância (e, conseqüentemente, os procedimentos) de uma simples regulagem do ponto de ignição.
Este trabalho é fundamental nos serviços de manutenção (corretiva ou preventiva) em veículos com sistema de ignição dinâmico, ou seja, os que possuem distribuidor.
Em princípio, o controle de ignição pode ser efetuado pelo platinado, pelo módulo de ignição e pelo módulo da injeção eletrônica, dependendo da tecnologia aplicada no veículo em questão.
O importante é saber que este controle se dá pelo corte do aterramento do pino 1 da bobina de ignição, gerando a alta tensão que será encaminhada para dentro do cilindro do motor, passando pelo cabo da bobina, tampa do distribuidor, rotor de ignição, novamente pela tampa do distribuidor, cabo de vela e, finalmente, vela de ignição.
Geralmente, este corte no pino 1 da bobina e, conseqüentemente, a centelha no cilindro é feito, dependendo do motor, entre 5o e 18o APMS (cinco graus e dezoito graus Antes do Ponto Morto Superior) com o motor em rotação de marcha-lenta e esta regulagem pode ser feita girando-se o distribuidor no sentido horário (atrasar) ou anti-horário (adiantar).
Nota da redação: O Ponto Morto Superior corresponde ao momento em que o pistão se encontra mais distante do virabrequim, ou mais próximo do cabeçote.

Ponto adiantado ou atrasado
Seguindo os padrões estabelecidos pelos fabricantes de veículos, devemos regular corretamente o ponto de ignição. Vamos citar o exemplo do VW Golf, onde a regulagem deve ser de 5o APMS, seguindo as regras descritas a seguir.
Ao regularmos o ponto de ignição deste veículo com 2o APMS, por exemplo, teremos um motor com baixo torque, é o que podemos chamar de ponto de ignição atrasado. Isto ocorre devido ao atraso na ignição da mistura ar e combustível, não sendo aproveitado assim todo o seu poder de combustão.
Já ao regularmos o ponto do Golf com 15o APMS, por exemplo, teremos o ponto de ignição adiantado, ocasionando dificuldade de partida, o que pode ser confundido por seus sinais característicos com problemas elétricos como motor de arranque e/ou bateria, e as perigosas detonações que podem até provocar danos irreparáveis ao motor, tudo isso ocasionado pela queima da mistura ar e combustível muito antes do que seria o ideal.

Regulagem no VW Golf
A regulagem do ponto de ignição do VW Golf segue algumas regras para o seu correto travamento, já que a ignição nestes veículos é mapeada e não existe jump a ser feito ou plug a ser retirado para travar o mapeamento e efetuar a regulagem.
O travamento do ponto de ignição é feito ao selecionar a função “Regulação” no equipamento de diagnóstico (Scanner) e, com o auxílio de uma lâmpada de ponto (pistola estroboscópica), verificar o ponto de ignição e corrigí-lo, se necessário, observando:
• Golf 1.8 Monoponto - regular em marcha-lenta;
• Golf 1.8/2.0 Multiponto - regular com o motor a 2.000 RPM.
Atenção: Sempre atentar se realmente ocorreu o travamento do ponto de ignição, observando a variação da marca no volante ou na polia do motor e utilizando a lâmpada de ponto.
Na próxima ediçào, vamos abordar os procedimentos para regulagem do ponto de ignição em outro veículo. Acompanhe e colecione.

Esta matéria foi elaborada por Pedro Luiz Scopino, proprietário da Auto Mecânica Scopino e da Scopino Treinamentos,
e instrutor-parceiro da Tecnomotor. Informações sobre cursos no fone (11) 3857-2685, com Thiago.
 

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