Matéria da edição Nº111 - Maio/2000
Texto: Fábio Ribeiro von Glehn
Foto: Arquivo
Interpretando esquemas elétricos
Entender o esquema elétrico é fundamental para quem trabalha com injeção eletrônica, abs, ar-condicionado, transmissão automática, imobilizador e tudo mais que vier a ser controlado eletronicamente

Quando o veículo chega em uma oficina com “problemas de injeção”, devemos inicialmente seguir nossa rotina de Manutenção Preventiva, antes de nos aventurarmos a descobrir a falha apenas pela intuição e lógica. Acontece que, à medida que as centrais evoluem, suas estratégias de funcionamento mascaram o sintoma. Centrais mais modernas não apresentam sintomas característicos quando algum componente falha.
Esta realidade traz dois problemas de imediato: o primeiro é encontrar a falha propriamente dita e o segundo é a comercialização de nossos serviços (fica difícil o cliente crer que o veículo dele apresentava algum defeito de custo elevado sem sintoma aparente).
Uma rotina de Manutenção Preventiva, praticamente, resolve os dois casos; pois na maioria das vezes encontramos o inconveniente durante o procedimento desta rotina de trabalho e, no segundo caso, sabendo de antemão o que fazer, temos condições de montar o orçamento com grande precisão, encontrando o valor dos serviços antes de iniciá-lo, ficando a diferença para ser negociada, caso haja a necessidade de um serviço adicional ou substituição de uma peça.

Análise de cada caso
Então, antes de iniciar a rotina de busca de falha no esquema elétrico, sugerimos que você que busque com seu cliente o máximo de informações a respeito do histórico do problema e em seguida verifique:

• Alimentação de combustível: idoneidade do produto (gasolina/álccol), pressão da linha de combustível, vazão da bomba, estado do filtro de combustível, limpeza dos eletro-injetores e da entrada da bomba de combustível;

Alimentação de ar: filtro de ar, possíveis falsas entradas de ar, limpeza do corpo de borboleta;
• Escapamento: condições do fluxo de gases pelo escapamento,análise dos gases emitidos;

• Lubrificação: pressão do óleo do motor, estado do óleo e do filtro de óleo do motor;

• Arrefecimento: possibilidade de ar no sistema de arrefecimento, abertura e fechamento da válvula termostática, pressão de abertura da válvula da tampa do sistema de arrefecimento;

• Elétrico: tensão de bateria, recarga do alternador, estado e especificação de velas, cabos de velas, oxidações e mal contato nos conectores, estado geral do chicote;

• Elementos mecânicos: compressão do motor, vazamento de cilindros, sincronismo mecânico dos comandos com relação a árvore de manivelas;

• Outros componentes: roda dentada e folga entre sensor e roda dentada, mangueiras em geral, lacre do batente da borboleta de aceleração, interruptor inercial de corte de combustível.
Somente depois dessa varredura sobre o sistema é que devemos iniciar o teste do sistema elétrico da injeção, conforme quadro abaixo.

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