Matéria da edição Nº210 - Agosto de 2008
Texto: Válter Ravagnani
Foto: Divulgação
Técnica
Parte 10 - Problemas intrigantes
Golf 1.6 SR Motor Acelerado

É freqüente ocorrer, no cotidiano de uma oficina mecânica, situações fora do comum, com veículos que são velhos conhecidos. Nesta edição prosseguiremos a abordagem dos sintomas, causas e as soluções de alguns casos como este.

 

O Volkswagen Golf 1.6 SR chegou com o motor acelerado e apresentava os seguintes detalhes:

&bullO motor pega em marcha-lenta mas depois de aproximadamente 30 segundos fica acelerado (a aproximadamente 1500 RPM).

&bullO defeito surgiu após a limpeza do corpo de borboleta. Antes, por causa da sujeira excessiva do corpo, o motor não parava em marcha-lenta.

&bullNa tentativa de solucionar o problema foi efetuado (com um scanner) o ajuste básico do corpo de borboleta, mas a falha persistiu.

&bullNa memória da UCE estava gravado o código de defeito referente ao interruptor de marcha-lenta.

 

Análise do problema

&bullNo teste do interruptor de marcha-lenta (figura 1) observou-se que:

&bullQuando o defeito se manifestava o sinal enviado pelo interruptor de marcha-lenta (com a borboleta fechada) passava de 0 (zero) VDC para aproximadamente 12,90 VDC. Ou seja, devido a um defeito em seu circuito interno, o interruptor indicava borboleta aberta, mas a borboleta estava fechada.

 

Solução encontrada

&bullSubstituição do corpo de borboleta e realização do procedimento de ajuste básico (via scanner).

&bullveja a dica a seguir sobre como testar os sensores desse corpo de borboleta.

 

Teste dos sensores existentes no corpo de borboleta (Golf 1.6 SR)

&bullOs sensores existentes no corpo de borboleta desses veículos são:

&bullUm potenciômetro para monitorar a posição da borboleta (sensor de posição da borboleta)

&bullUm potenciômetro para monitorar a posição do atuador da marcha-lenta (sensor de posição do atuador da marcha-lenta)

&bullUm interruptor para indicar a condição de marcha-lenta (interruptor da marcha-lenta).

 

Como testar os sensores do corpo de borboleta (vide figura 2):

&bullO sensor de posição da borboleta envia seu sinal através do pino 5 do corpo de borboleta. Esse sinal deve variar, sem saltos ou interrupções, entre:

&bullCom a borboleta fechada aproximadamente 4,30 VDC

&bullCom a borboleta aberta aproximadamente 0,65 VDC.

 

Teste do sensor de posição do atuador

&bullO sensor de posição do atuador da marcha-lenta envia seu sinal através do pino 8 do corpo de borboleta. É importante ressaltar que a variação desse sinal não está vinculada ao movimento do came do acelerador e sim ao movimento do eixo do atuador da marcha-lenta (motor cc). O eixo do atuador (motor cc) não se movimenta quando se aciona a borboleta por intermédio do came. Com o motor aquecido e em marcha-lenta este sinal deve estar entre aproximadamente 3,40 VDC e 4 VDC.

Teste do interruptor da marcha lenta

&bullO interruptor de marcha-lenta envia seu sinal através do pino 3 do corpo de borboleta. Esse sinal deve variar da seguinte forma:

&bullCom a borboleta fechada aproximadamente 0 (zero) VDC.

&bullCom a borboleta aberta maior que 11VDC.

&bullAlém disso, deve ser encontrado sinal negativo (terra) no pino 7 e positivo (5 VDC) no pino 4 do corpo de borboleta. Esses sinais provêem da UCE.

 

Comentário

&bullO conhecimento desses sinais e o domínio de suas medições evitam a substituição equivocada do corpo de borboleta (erro muito comum).

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