Matéria da edição Nº169 - Março/2005
Extintores ABC
Na hora H ele não pode falhar - o extintor ABC é a forma mais segura de proteger você e a sua família
Apesar de ser uma Lei de trâsinto, o extintor ABC é a melhor alternativa para a proteção do motorista e dos usuários

De acordo com resolução 157 do Contran, a partir de 2005 todos os veículos fabricados devem sair de fábrica com extintores tipo ABC (incluindo a capacidade para apagar incêndios da Classe A, em plásticos, tecidos, madeiras e borrachas). A maior parte da frota nacional circula com extintores de classe BC (capacidade para apagar incêndios em líquidos inflamáveis e equipamentos elétricos). De acordo com a resolução do Contran, a mudança foi necessária pois, conforme estatísticas 90% dos incêndios se iniciam no compartimento do motor e logo se propagam-se por para o painel, carpete e estofamento.

Kazuo Watanabe, gerente coordenador de marketing da Kidde, coloca que o extintor é uma segurança preventiva, por isso o consumidor deve ficar mais atento com relação à qualidade desse item. Para ilustrar o cenário, o gerente coordenador faz uma comparação com os planos de saúde: todos procuram o melhor, mas ninguém pretende ou quer ficar doente. O jornal Oficina Brasil visitou a fábrica da Kidde em Extrema, Minas Gerais. Além de acompanhar toda a linha de montagem e manipulação, a equipe pôde conhecer de perto os benefícios do novo extintor com o pó químico tipo ABC.

Comparativo

Extintor comum BC Novo extintor ABC
Garantia e Validade de 1 ano Garantia e Validade de 5 anos
Produto recondicionado Original de fábrica
Troca anual Troca a cada 5 anos
Troca a cada 5 anos Combate as 3 principais classes A,B,C

ATIVOHoje, a indústria brasileira tornou-se auto-suficiente na produção de pó ABC, química composto a basicamente por monofosfato de amônia fosfato monoamônico siliconizado. A vantagem é que esse agente tem a capacidade de isolar os o oxigênio dos materiais combustíveis da classe A, além de dessa forma, interromper a reação em cadeia do fogo. A vantagem dos extintores, denominados de triclasse, é a possibilidade de reduzir o tempo de resposta durante uma emergência, explica, Watanabe, gerente coordenador de marketing da Kidde

Com base em dados levantados, Watanabe conta que entre 2002 e 2004 a indústria automobilística já soltou 12 recalls desde de 2001 envolvendo veículos com a possibilidade de incendiarem. O extintor é um acessório de prevenção, por isso economizar ou deixar ele de lado é um risco, finaliza Watanabe. (www.kidde.com.br)

De acordo com a resolução do Contran, os motoristas, não precisam trocar imediatamente seus equipamentos antigos conforme o vencimento do teste hidrostático do cilindro (vide tabela abaixo). O Isto quer dizer que, para alguns a troca deve ser realizada desde já, outros terão prazo prazo para substituição é de cinco anos, até dezembro de 2.009. Tecnicamente, os extintores usados em carros de passeio são chamados de P1 - pó químico de um quilograma. Os extintores ABC, que substituem os atuais do tipo BC, são compostos, em sua maioria, por monofosfato de amônia, um produto químico mais eficiente no combate às chamas, explica Jael Ivani, Supervisora da Qualidade e Meio Ambiente da Kidde. (Guilherme, esta informação já foi dada no trecho anterior)

Ano de fabricação ou do último teste hidrostático Ano limite para substituição

2000

2005

2001

2006

2002

2007

2003

2008

2004

2009

Fonte: http://www.denatran.gov.br/res157.htm

O proprietário da oficina Auto House Centro Automotivo, José Carlos Rodrigues, coloca que todos os seus clientes recebem indicações na hora da troca do extintor, faz parte do nosso check-list. Porém, Rodrigues acrescenta que muitos donos de automóveis não se preocupam com esse item de segurança, geralmente o usuário pede o modelo mais barato do mercado. Acho isso perigoso, pois existem muitas empresas sem critério nenhum que vendem extintores sem garantia e de baixa qualidade.

O modelo ABC pode ser adquirido nas oficinas e lojas especializadas independente se o automóvel for zero quilômetro. A faixa de preço do novo extintor ABC é maior, em contrapartida a garantia é e de cinco anos e é mais eficiente contra o fogo. sua química atende mais quesitos . O valor médio do modelo chega às prateleiras com um valor de 70 60 reais.

Mas o perigo maior é apontado pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), conforme dados levantados pelo órgão fiscalizador, dos 95.530 extintores analisados em 2003, 1,10% foram reprovados. Em 2004, o número foi mais alarmante, dos 64.266 extintores, 4,21% tiveram de ser retirado das prateleiras. De olho no grande salto dos modelos reprovados no ano passado, o Inmetro intensificou a fiscalização em 2005. Até abril foram barrados 1,69% dos 59.174 extintores fabricados. Márcia Rosa, responsável pelo setor de fiscalização do Inmetro, explica que: Ao constatar irregularidades, os extintores são apreendidos e as empresas responsáveis autuadas.

O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo, Ipem-SP, órgão vinculado à Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania coletou em 2001, extintores de comercializados por 59 oficinas de manutenção em São Paulo dos , e de dois fabricantes de extintores para carro (Resil e Kidde, antiga Yanes). O objetivo do trabalho foi o de avaliar a qualidade do extintor oferecido no comércio e a qualidade das oficinas de manutenção, que são as responsáveis pela recarga e inspeções dos extintores. A conclusão do trabalho foi de que 58 oficinas de manutenção foram reprovadas tiveram seus produtos reprovados nos ensaios do reabastecimento dos produtos. Apenas uma oficina e os dois fabricantes passou passaram nos testes aplicados.

Outros estudos apontam a má qualidade dos extintores recondicionados do tipo BC, que até hoje estão sendo comercializados, como é o caso do site da ANPI - Associação Nacional de proteção Contra Incêndio. Seu levantamento mostra que, 86,4% dos extintores recondicionados coletados em São Paulo apresentaram problemas de qualidade.

O sargento Polícia Militar Vicente Petrasso, divisão de fiscalização do Detran-SP, coloca que o extintor de incêndio tem a função de extinguir um foco de chamas princípio de incêndio, evitando assim transtornos e o risco da vida em vias públicas. Conforme o Código de Trânsito Brasileiro, conduzir um veículo sem o equipamento preventivo, ou mesmo com ele ineficiente, é considerada infração grave (5 pontos). O motorista que não estiver dentro das normas recebe a penalidade de 127 reais, e tem o seu automóvel apreendido.

Presenciei muitos casos em que foi necessário utilizar o extintor. Felizmente em todas estas ocasiões foi possível combater o foco de incêndio, resultando numa limitação nos prejuízos materiais. Para todos, não seria possível mensurar qual a proporção que o incêndio tomaria caso não houvesse o combate, indica o sargento da Polícia Militar.

Segundo Petrasso, a nova resolução indica que os extintores de carga com o pó BC deverão ser substituídos no seu vencimento,, até o vencimento da validade do teste hidrostático, por extintores novos com carga de pó ABC. Com isso, é dever do agente de trânsito verificar se os extintores atendem às especificações.

Portanto, é dever do mecânico verificar sempre se o seu cliente já efetuou a troca pelo extintor ABC. Afinal de contas, com a segurança não se brinca.

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